Na Mídia

A arte de viver de possibilidades e apostar na cultura

“De repente, me vi trabalhando com projetos culturais e educacionais em tempo integral, vivendo de possibilidades”.

Jonar Brasileiro nasceu em Salvador, mas foi nas cidadezinhas do interior, onde passava férias escolares, que ele formou boa parte de sua memória afetiva e cultural. “Estou umbilicalmente ligado a esses lugares e sua gente. Foi onde descobri o mundo do rádio e suas novelas, os livros desenhando cenas e paisagens e, mais forte que tudo, o cinema”, revela Jonar.

A ligação afetiva com a cultura ficou latente por bons 30 anos, enquanto ele era funcionário público. Mas, em 1998, tudo mudou: publicou seu primeiro livro, em parceria com Edson Calmon; novo casamento, com Kátia Rocha, também escritora, com quem passou a publicar livros que posteriormente foram adotados em escolas de Salvador; e, para completar, um plano de demissão voluntária: “De repente, me vi trabalhando com projetos culturais e educacionais em tempo integral, vivendo de possibilidades”.

“O Lixo é um Luxo”!
Vir para São Paulo foi para “correr atrás da grana para projetos culturais e educacionais lá na Bahia”, afirma Jonar, que, em Salvador, buscava parcerias com empresas do Polo Petroquímico de Camaçari. No final de 2005, veio para

São Paulo, atuar na consultoria e elaboração de projetos e, sempre em parceira com Kátia Rocha, criou o Instituto Educare para desenvolver projetos próprios.

A idéia de usar material reciclável vem de longe. Jonar sabe que o Brasil é um dos campeões mundiais em desperdício e aponta o pior deles: o de talentos. Por isso seus projetos levam a mensagem do não desperdício e, igualmente,

a promoção de oportunidades de inclusão cidadã pela arte e pela cultura. “Sempre detestei desperdício e quando Joãozinho Trinta, na Beija-Flor, impressionou o mundo com um enredo premonitório, “O Lixo é um Luxo”, isso nunca saiu da minha cabeça”.

CINECO: a magia do cinema para todos
Tendo como ponto de partida a Ecoteca, uma biblioteca infanto-juvenil para várias atividades lúdicas, que inovou com formato de “banca de jornal” e emprego de material reciclado, a partir de placas de embalagens longa vida, no lugar das chapas de metal, rapidamente Jonar e o Educare colocaram em prática novos projetos. O Cineco - cinema ecológico é o novo desafio. Com estrutura semelhante à da Ecoteca, é um cinema digital completo, alternativa viável de sala de exibição de filmes digitais com custo reduzido, que oferece equipamentos de som e imagem – filmes/DVDs, poltronas e cortinas de black-out: um cinema de verdade.

“No Brasil, são 1.200 municípios sem salas para filmes. Os cinemas ficaram presos aos shoppings centers e não atendem às periferias, onde muitos nunca foram ao cinema. Já temos quatro Cinecos instalados e mais oito em andamento, dois deles na Bahia, onde tudo começou... pelo menos, onde esse roteiro começou a ser escrito”, lembra Jonar.

Dentro os novos projetos, Jonar e o Instituto Educare anunciam para breve a chegada do Ecoboteco, o Ecopalco e a Odontoteca, idealizadas para atender Comunidades. “O que nos falta é tempo e parceiros - ou cúmplices - realmente comprometidos”. Mas vamos parar por aqui, antes que os leitores me considerem um verdadeiro ecochato”, ironiza o bem humorado produtor.


Fonte: revistataxi.com.br

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